Os conceitos de Yin e Yang são um dos princípios fundamentais do Feng Shui.
São dois tipos de energia opostas, mas ao mesmo tempo complementares. Uma não existe sem a outra.
No auge da energia yang é onde é gerada a energia yin e vice-versa, ou seja, no ponto máximo da energia yin é onde se dá o início da energia yang, sempre!
A interação destas duas energias está presente em tudo e em todos nós, porque tudo na vida está numa constante e eterna mutação.
A essência da energia Yin é passiva, é receptiva, é fria, é frágil, é calma. Representa a sombra, a noite, o inverno, a lua nova.
A essência da energia Yang é activa, é quente, é forte, é rápida. Representa a luz, o dia, o verão, a lua cheia.
Entre estes dois extremos ou estas duas polaridades há uma série de cambiantes de energia, ora mais yin, ora mais yang e é na procura do equilíbrio entre estas duas forças que o Feng Shui se baseia.
No fundo, Yin e Yang são uma das formas de medir o chi.
Por exemplo, uma casa virada a Norte, onde não recebe luz solar directa, à partida, tem uma energia muito Yin. Enquanto que uma casa virada a Sul, onde o sol bate praticamente durante todo o dia, tem uma energia muito Yang.
Outro exemplo, mostrando a relação de complementaridade entre yin e yang: uma pessoa que teve um dia de trabalho muito stressante, ou seja, em que passou o dia com excesso de energia yang, o que ela quer ou necessita é de acalmar, de relaxar, de vibrar por uma energia mais yin.
E quando tiver descansado o suficiente, naturalmente sentirá vontade de começar a ficar mais activo, de tornar-se mais yang – não necessariamente pulando para o extremo, e assim sucessivamente.
Sem termos consciência disso, estamos sempre a procurar uma espécie de equilíbrio entre estas duas forças.
E é fundamental que a nossa casa, o nosso templo exterior, o nosso espaço mais sagrado ampare, acolha todas as nossas variações de energia – variações essas que, por vezes, podem ser mesmo muito intensas – e potencie o alinhamento ao nosso centro, ao nosso equilíbrio.



